sábado, 17 de setembro de 2011

Espetáculo

O discurso é sempre o mesmo - inteligente, charmosa, engraçada, desprendida, faceira, interessante, linda e incomum - relato do que seria a mulher 'perfeita', e do que adianta todos esses adjetivos? Se as palavras são as seguintes - eu não posso me apegar a você; eu não quero gostar de você; eu não posso me apaixonar por você, eu tenho medo. - realmente, tudo isso é verdade, vai acontecer se você não prestar atenção nos detalhes ou se você não perguntar.
 Jessie é uma mulher cafajeste, mas quando se trata de Jéssica a coisa é mais delicada. Jessie resolve tudo com um belo porre homérico e um sexo casual, mas Jéssica tem um coração, um lindo, grande e frágil coração e quando ela entra em cena na realidade afetiva, meu caro, o afeto supera a razão. Jessie é uma máscara, todas as qualidades de mulher perfeita e desprendida é sua encenação perfeita e fatal, mas Jéssica é sua criadora e querendo ou não, nos momentos mais importunos ela volta e meu bem, o espetáculo ganha seu ar mais dramático e imprevisível.
Depois desses dias de espetáculo barato e regado a bebida, Jéssica voltou e logo no pior momento e com isso, pra completar um vendaval de nome inferno astral voltou. E agora, será que Jessie demora muito a voltar pra salvar o espetáculo e a dignidade de mulher desprendida e faceira que criou?


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